Napaykuna!
Nossos deuses não estão em templos… falamos com eles nas montanhas, nos bosques, rios, ao vento.
Conversamos com a água, o fogo e cantamos as pedras.
A tudo que nutre e multiplica. Rezamos à vida na diversidade de formas que ela se apresenta. Essa é a memória destas terras. É assim que nos relacionamos com o território que nos abriga.
Durante o processo de socialização a igreja e o estado tentaram, mas não nos farão esquecer a linguagem do vento, a voz da águia e do condor, o espírito da água continuará a comunicar com o nosso povo.
Temos o direito de escolha. O Grande Mistério compreende todas as línguas, todos os símbolos e ouve a voz do meu próprio coração. Peço clareza ao Spíritu, o poder de ouvir a voz do meu próprio coração. Rezo para mim mesmo e peço… que tenha força e astúcia para saber seguir essa voz.
Munay,
Wagner